Um recorde negativo na história do Guaçuano

O Atlético Guaçuano confirmou no final de 2019 que não participará da Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Mesmo com o fio de esperança alimentado pela relação com a Spal Brasil (ASB), que segue em contato com representantes do clube, as exigências da Federação Paulista já indicariam a ausência.

O estádio Alexandre Camacho está interditado desde 2012 e há pendências financeiras com a entidade que rege o futebol em São Paulo. Estas estão entre as barreiras citadas pela FPF para os clubes que pretendem jogar a ‘Bezinha’ em 2019. Ou seja, fora do estadual desde 2015, o Mandi completará cinco temporadas inativo. Um recorde desde a profissionalização, ocorrida em 1975. Antes, o maior período inativo foi entre 2002 e 2004.

Agora, o sonho da torcida fica para 2020. Enquanto isso, há a expectativa de que a parceria com a Spal Brasil seja finalmente formalizada. Em contato com o GRANDE JOGADA, Leonardo Serrano, um dos responsáveis pela empresa, afirmou que a expectativa é que o negócio seja sacramentado em breve. “Dessa vez realmente as coisas começaram a caminhar mais rapidamente para que a parceria aconteça. Não posso te precisar datas, porque não depende de mim. Mas, nas próximas duas semanas, deve se concretizar”.

Serrano explicou que o objetivo central é reiniciar as atividades do Guaçuano, através de uma “gestão profissional”. Ele ainda reforçou que “vários projetos serão lançados e com certeza tudo irá se desmembrar a partir da equipe profissional”. A regularização da diretoria também estará em pauta, principalmente com a parceria às vésperas de ser oficializada.

Desde 2016, não há registros no Cartório de Registros a respeito de novas eleições. A última diretoria formalmente estabelecida teve o mandato encerrado em dezembro de 2016. Nem mesmo Israel Lanza, que se apresenta como presidente desde 2015, tem uma ata registrada em que assume a função. A reportagem procurou Lanza para tratar do assunto, mas, ele não atendeu as ligações.

Outros assuntos tratados são as dívidas do clube, como junto à Federação Paulista, pendência que será vital caso o Mandi queira jogar a Bezinha em 2020. E, claro, a situação do Camachão, que deverá integrar a pauta de Walter Caveanha (PTB) e sua equipe na Prefeitura no ano que antecede mais uma eleição municipal.

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