Só uma ‘virada de mesa’ coloca o Mogi no Paulista

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Aconteceu na tarde desta terça-feira (29), o Conselho Arbitral da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, prevista para começar no dia 7 de abril. O encontro dos dirigentes dos clubes ocorreu na sede da Federação Paulista, em São Paulo. O Mogi Mirim Esporte Clube não participou do Conselho Arbitral, apesar da presença de representantes do clube na sede da Federação. Extra-oficialmente, eles afirmam que lutarão até o último segundo para colocar o Mogi na competição ainda em 2019. O clube, porém, não foi sequer listado entre os times citados no Arbitral.

No total, 35 agremiações foram consideradas aptas a disputar o torneio, entre elas, a Esportiva Itapirense. Outros sete times estão com situações pendentes. As chances do Mogi, porém, são muito pequenas. Hoje, é possível cravar que o clube está fora do estadual e, consequentemente, não disputará nenhuma torneio da FPF em 2019. De acordo com resolução publicada pela Federação Paulista de Futebol (FPF), os clubes que não participarem da reunião do Conselho estariam automaticamente impedidos de participar da Segunda Divisão em 2019. Ou seja, neste momento, o Mogi apenas participaria do torneio se conseguisse ‘virar a mesa’, como se diz no ‘vocabulário da bola’.

Há outras agremiações que não conseguiram cumprir os cinco itens pré-estabelecidos pela FPF em resolução. Entre elas, o Amparo, que também não conseguiu entrar na reunião, apesar de contar com representantes em São Paulo. O Talentos 10, de Marília, que em 2018 atuou em Bauru, também ficou fora da sala de reuniões. Catanduva e Catanduvense, com pendências no estádio Sílvio Salles, também estiveram no local, e esperam reverter o quadro até a próxima quinta-feira (31), prazo limite que circulou durante o Arbitral para a definição dos participantes do torneio. Grêmio São-Carlense e Osvaldo Cruz vivem situações semelhantes.

No total, 35 agremiações contaram com representantes durante o Conselho, que terminou ás 16h37. América, Andradina, Barcelona, Flamengo, Francana, Inter de Bebedouro, Itararé, Guarulhos, Esportiva Santacruzense, Bandeirante de Birigui, Brasilis, Assisense, Joseense, Taquaritinga, Elosport, XV de Jaú, Fernandópolis, Manthiqueira, Mauá, Mauaense, Marília, Independente de Limeira, Jabaquara, Jaguariúna, José Bonifácio, Paulista de Jundiaí, Rio Branco de Americana, São José, Esportiva Itapirense, Matonense, Tupã, União Barbarense, União Mogi, União Suzano e VOCEM e  participaram do Conselho como aptos e foram chamados durante o encontro a votar as propostas colocadas pela Federação.

EXIGÊNCIAS DA FEDERAÇÃO PAULISTA PARA OS CLUBES PARTICIPAREM DO CONSELHO ARBITRAL DA 2ª DIVISÃO

– Não será permitida a participação de clubes que não estejam regulares com a filiação.
– Não será permitida a participação de clubes com pendências financeiras junto à Federação Paulista de Futebol.
– Não será permitida a presença de clubes suspensos pela Justiça Desportiva;
– Em nenhuma hipótese poderão participar da reunião do conselho técnico, os clubes que não possuam, no município de sua sede, estádio próprio, alugado ou por qualquer outra forma cedido com prioridade de uso, com capacidade mínima de 4.000 (lugares, e que não atendam às exigências de segurança e higiene, conforme determina o estatuto do torcedor, sendo indispensável a apresentação ao departamento de segurança e prevenção da violência da FPF, dos laudos técnicos aprovados de condições sanitárias e de higiene, prevenção e combate de incêndio e pânico, de segurança, vistoria de engenharia, acessibilidade e conforto e auto de vistoria do Corpo de Bombeiros – AVCB, emitidos pelos órgãos e autoridades competentes, até 28 de janeiro de 2019.

Caso a Federação faça valer o que foi publicado no dia 15 de janeiro, o Mogi Mirim está fora. Uma ausência que não ocorre desde 1969, último ano o futebol de São Paulo ficou sem o Sapo em sequer uma das divisões estaduais. Estreante no profissionalismo em 1958, o Mogi jogou o estadual até 1958. Retornou em 1970 e se manteve nas divisões de acesso até 1985, quando faturou a inédita vaga na elite com o título da chamada Intermediária (atual Série A2). Voltou a ser rebaixado outras vezes, mas, sempre participando da elite no ano seguinte. A primeira queda consumada foi em 2006. Após jogar a A2 em 2007 e 2008, o Mogi voltou à elite, divisão em que permaneceu até 2016. Desde então, já com o ‘Clã Oliveira’ no comando, o clube conheceu apenas rebaixados. O último, em 2018, levou o time para a Bezinha e, agora, com a ausência em competições oficiais, o clube parece ter encontrado o seu estágio mais nebuloso em mais de 100 anos de história.

Post Author: Lucas Valério

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