Elenco do Mogi deve defender outro clube na Bezinha

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O contrato ainda não está assinado, mas, são grandes as chances do elenco do Mogi Mirim Esporte Clube atuar com as cores do Jabaquara Atlético Clube na Segunda Divisão do Campeonato Paulista. A negociação teve início assim que a ausência do Sapo se tornou inevitável e está perto de ser sacramentada. O clube ficou fora do estadual por não atender as exigências prévias da Federação Paulista.

Além do estádio Vail Chaves estar interditado desde 2017, o clube também não apresentou ofício em papel timbrado com a assinatura do presidente. Função, aliás, que vive um grande ponto de interrogação. Luiz Henrique de Oliveira foi afastado do cargo, situação que ainda não teve uma explicação oficial por parte da CBF e da Federação. A irmã de Oliveira, Rosane Lúcia de Araújo, assumiu o cargo, mas, assim como LHO, não dá as caras na agremiação.

O grupo que hoje cuida do estádio Vail Chaves é, oficialmente, responsável apenas pela gestão do departamento de futebol e, como se diz popularmente, “não estão com a caneta na mão”. A expectativa do grupo é de que o contrato com o Jabuca seja assinado na próxima semana. Inicialmente, há a ideia de que os jogadores permaneçam alojados e treinando no estádio Vail Chaves e que se apresentem ao Jabaquara nos dias de jogo, termo que ainda pode ser alterado.

JOGADORES

Com a ausência do Sapão na competição estadual em 2019, o que pouca gente se atentou é que os atletas que treinam no clube desde o segundo semestre de 2018 ficariam desempregados ou com dificuldades para encontrar uma nova equipe para a temporada. Na quinta-feira (31), a reportagem do GRANDE JOGADA esteve no estádio Vail Chaves para acompanhar a situação do clube, que após quase 50 anos, ficará fora de qualquer divisão profissional do futebol em São Paulo.

Acompanhamos o momento em que a diretoria do clube se posicionou junto aos atletas sobre a situação. Ali, entre os equipamentos de academia e armários, o sonho dos atletas de despontarem de vez no esporte. De repetir a trajetória de feras que passaram pelo mesmo vestiário, como Rivaldo, Leto, Mauro, Robinho, Henrique Dourado e tantos outros.

Na reunião, 32 atletas estavam presentes. A maioria nascida em 1996, ou seja, na idade limite para disputar a Segunda Divisão, já que a Federação instituiu nos últimos anos que a Bezinha seja exclusivamente disputada por atletas sub23. Anteriormente, o campeonato chegou a ter a liberação de três atletas acima da idade, algo semelhante ao que ocorre no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos. Ou seja, o desespero é latente no olhar da maioria.

Um dos investidores do clube, conhecido como André, iniciou a conversa. Explicou que o clube não conseguiu confirmar a inscrição por motivos burocráticos, mas que estavam trabalhando para assegurar que o grupo não ficasse sem jogar em 2019. Ao seu lado, o gestor de futebol, Carlos Farias e o técnico Maizena. O trio explicou que havia uma tratativa com um clube, mas que o nome não poderia ser revelado, já que nem eles foram informados. “O meu sócio, o Dênis, preferiu manter sigilo. Sabemos como são as coisas no futebol e achamos por bem até nós mesmos não sabermos”, afirmou André.

JABAQUARA

Os jogadores foram informados, ali, que as chances de jogarem em 2019 era real, mas não sabiam quando seriam informados em qual clube. Poderia ser no mesmo dia ou na sexta-feira. E foi exatamente na sexta que o nome do Jabaquara foi revelado aos atletas. Neste sábado (2), ao questionar qual seria o clube, a confirmação de que será o time de Santos. O Jabaquara é uma das agremiações mais antigas de São Paulo.

Fundado em 1914 como Hespanha, teve que mudar o nome durante a Segunda Guerra Mundial, já que um decreto proibiu que os clubes ostentassem nomes de países. Foi aí que nasceu o Jabaquara, nome do bairro, em Santos. Vice-campeão paulista em 1927, o time vermelho e amarelo foi um dos fundadores da Federação Paulista e durante anos atuou na elite estadual.

Atualmente, o Mogi Mirim aparece com apenas quatro jogadores registrado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF. Nenhum possui contrato profissional. Os atletas que aparecem com vínculo amador são Caio Matheus Lunardi, de 19 anos, Matheus Henrique Braga, de 20 anos, Paulo Murilo de Moraes, de 20 anos e Stefano Sean de Sousa Mendes, de 20 anos. Todos possuem vínculo superior a um ano com o clube, ou seja, foram registrados antes do início da parceria do clube com os atuais gestores do futebol. O Jabaquara também não possui nenhum jogador com contrato profissional na seção de atletas do site da Federação Paulista. Porém, há 161 jogadores com vínculo amador e, consequentemente, com idade igual ou inferior a 19 anos.

CRÉDITO DA IMAGEM: DIVULGAÇÃO

Post Author: Lucas Valério

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