CBF afastou presidente do Mogi por calote

Nesta segunda-feira (4), o jornal GRANDE JOGADA recebeu nota oficial da Federação Paulista de Futebol (FPF) aós questionar a entidade sobre os motivos do afastamento do presidente do Mogi Mirim Esporte Clube, Luiz Henrique de Oliveira. De acordo com a resposta enviada pela Federação, “O presidente Luiz Henrique de Oliveira está suspenso pela Justiça Desportiva até que o clube salde valores devidos referentes a despesas de jogos. Por consequência, a sra Rosane Lúcia de Araújo é a presidente em exercício”.

O calote do presidente está evidenciado pelas súmulas dos jogos e pelas atas dos julgamentos realizados pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) durante o exercício de 2018. Além de não efetuar os pagamentos de algumas taxas durante as partidas, Oliveira também não realização todas as quitações e também das multas impostas pelo STJD.

O afastamento, porém, não é recente e manutenção da condenação da Justiça Desportiva só chamou a atenção após opositores receberem a informação da mudança no comando. Porém, não havia exatidão acerca do motivo do afastamento, fato elucidado pela Federação nesta segunda-feira. Em 3 de outubro de 2018, o STJD publicou circular a respeito do julgamento de 61 processos por não pagamentos de multas no ano de 2018. Entre os processos com quatro multas em aberto, aparecia o Sapão.

“Imperatriz/MA; Manaus/AM e Mogi Mirim/SP foram multados em R$ 1,8 mil, cada. Os presidentes das agremiações também foram multados em R$ 1,8 mil e foram ainda suspensos até que cumpram a obrigação. Clubes e presidentes terão sete dias para pagarem as multas anteriores e novas e comprovarem nos autos, sob risco do ofício à CBF para desligamento”. Na noite de quinta-feira, 18 de outubro de 2018, o STJD oficiou a Diretoria de Competições da CBF sobre os clubes que não efetuaram pagamento de multas impostas em 2018. No documento foi destacada a necessidade da entidade instaurar procedimento administrativo para punir os clubes inadimplentes e Mogi Mirim aparecia entre os 33 times.

O texto dizia que, “com multas em aberto os clubes inadimplentes foram denunciados pela Procuradoria da Justiça Desportiva e julgados no último dia 3 de outubro pela 3ª Comissão Disciplinar. Quase 40 clubes foram punidos por não pagamento e tiveram seus presidentes suspensos.  Na decisão os Auditores fizeram constar o prazo de sete dias para pagamento de todos os valores em aberto sob risco de comunicação à CBF para desligamento dos mesmos nas devidas competições. Passado o prazo para quitação, a secretaria do STJD oficiou à CBF informando os clubes que não cumpriram a decisão”.

O Mogi e Luiz Henrique, porém, não temiam o desligamento das competições, já que o clube foi eliminado na primeira fase da Série D ainda em maio. Ou seja, cinco meses depois, o clube estava oficialmente entre os caloteiros e, como a pendência foi confirmada pela Federação, o ‘tombo’ na CBF permanece, com a protocolar punição ao presidente acarretando na burocrática posse de sua vice, uma das irmãs, Rosane Lúcia de Araújo.

Lembrando ainda que, em 2017, Oliveira também foi afastado do cargo após suspensão imposta pela CBF em julgamento do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). O caso era relativo ao W.O do Sapo diante do Ypiranga-RS, pela Série C do Brasileiro e Vantuires Pinto de Oliveira, então vice-presidente, assumiu a presidência de forma interina na época. O afastamento não durou muito…

CRÉDITO DA IMAGEM: Daniela Lameira / Site STJD

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