Caso Mogi Mirim: Justiça mais perto de veredicto

No dia 7 de fevereiro ocorreu a última audiência do processo movido por associados do Mogi Mirim Esporte Clube contra os atuais membros da diretoria executiva e conselhos deliberativos e fiscais. Os advogados Hélcio Luiz Adorno, Betellen Dante Ferreira e José Carlos Fernandes foram arrolados como testemunhos ao processo que acusa o presidente afastado Luiz Henrique de Oliveira de práticas abusivas e pede outras providências, como a destituição do atual quadro diretivo.

Após o depoimento, a juíza da 4ª Vara Cível da Comarca de Mogi Mirim, Maria Raquel Campos Pinto Tilkian Neves, afirmou que não haverá novas audiências de conciliação e solicitou as razões finais para as partes. O prazo foi encerrado na última semana e o assunto entrará na pauta de julgamento.

O processo tramita desde 18 de setembro de 2017, quando foi distribuído para a 4ª Vara e se somou a outras ações que, de uma forma ou outra, levavam ao mesmo interesse: a destituição da diretoria que assumiu o Mogi Mirim na Série B do Brasileiro e na Série A1 do Paulista e hoje, após três terceirizações, deixou o clube sem atividades profissionais após quase 50 anos. No dia 2 de maio de 2018, houve uma audiência de conciliação, que terminou sem um acordo.

A lista de requerentes para a destituição da atual diretoria tem 10 nomes. Entre eles, o ex-jogador, diretor de futebol e vice-presidente, Henrique Peres Stort e o ex-assessor da presidência, Cristiano Pereira Rocha. Todos os nomes constam na lista de associados assinantes da ata da Assembleia Extraordinária de 24 de novembro de 2016, que visava o recadastramento dos associados.

A assembleia, que foi acompanhada in loco pela reportagem do GRANDE JOGADA, teve caráter. A diretoria, porém, não decidiu naquele dia pelos valores que seriam aplicados, como consta em ata, tornando público os valores de R$ 480 anuais ou R$ 40 mensais dias depois. Em suma, a decisão da juíza Maria Raquel passa pela avaliação da existência de vínculo associativo dos requerentes.

Há ainda o entendimento de que a Justiça pode decidir por uma intervenção no clube, com a nomeação de um responsável por conduzir o processo de recadastramento de sócios e uma nova eleição. Vale ressaltar que, de toda forma, o estatuto prevê que, na segunda quinzena deste ano, uma nova eleição seja realizada para a escolha dos membros da diretoria executiva, bem como dos conselhos deliberativo e fiscal.

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