As mulheres dominam o mundo dos games

A paixão pelos games não tem essa de azul ou rosa. Ela é universal e cresce cada vez mais. Se, para muita gente, este mundo ainda é dos meninos, a itapirense Hellen de Souza Morato é a prova do contrário. Ela é apaixonada por games desde pequena. Com sete aos, teve o seu primeiro computador, um Windows 98. “Comecei com jogos leves e fui acompanhando os lançamentos de acordo com o avanço da tecnologia”, afirmou.

Desde então, ela nunca mais parou.  É tão ligada neste universo que se preocupa com acessórios e periféricos, garantindo que os artigos próprios para games ajudam muito na chamada ‘jogabilidade’. Isso por responderem mais rápido do que os mais comuns. Procuro sempre ter algo que corresponda bem ao meu estilo de jogo e me deixe confortável na hora de jogar. Um ‘PC’ bem montado, placa de vídeo, mouse, teclado, fone, essas coisas”.

Há um ano atrás, a garota que hoje tem 22 anos e tem ‘Destroying Angel’ como seu nickname (apelido nos jogos), entrava praticamente todos os dias e jogava em média sete horas por dia. Hoje, a frequência é menor, mas, ainda faz parte de um grupo de 25 garotas. Todas são jogadoras de League of Legends (LoL), um dos jogos mais populares do planeta. A ‘tag’, que identifica o grupo, é ‘Girls’.

A paixão pelos games a levou a participar de campeonatos, mas nada perto de algo profissional. O intuito sempre foi unir os amigos, treinar juntos e ganhar o máximo de partidas possíveis. “Se a vitória não for possível, o que valeu foi a diversão com os amigos e os aprendizados, para futuramente ter uma auto melhorara no game”, frisou.

A rotina de jogos fez até Hellen pensar em buscar uma carreira profissional, mas, aos poucos, o interesse reduziu. Apesar de jogar todos os dias e gostar muito de LoL, existem muitas coisas que influenciam, e a maior delas é tempo e dedicação. É bem difícil se dedicar e não deixar um pouco de lado estudo e trabalho”, explicou.

Além da preocupação com seu desenvolvimento profissional, Hellen conta que o meio ainda tem um certo preconceito com a presença de meninas. “Muitas vezes, nas partidas, quando percebem que sou menina, pelo jeito de escrever ou até mesmo pelo nickname, alguns players enchem o saco sim. Comentários machistas rolam soltos”. O que a jogadora garante é que isso vem mudando bastante e que as garotas estão cada vez mais presentes na cena dos games. “Espero um dia que isso tudo acabe, afinal, jogar e se divertir com jogos é algo para todos”.

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