Babá Caveanha: uma das estrelas do Atlético

No gramado do Alexandre Augusto Camacho, muitas chuteiras pisaram com estilo, levando alegria ao torcedor guaçuano. Em 90 anos, há uma incontável constelação que merece destaque por ter envergado o escudo do Atlético. Entre eles está Roberto Caveanha. Nascido em 7 de julho de 1944, ele ficou mais conhecido como Babá. Iniciou a carreira ainda menino no Grêmio Guaçuano.

Profissionalmente, deu os primeiros passos no Cerâmica Clube e depois migrou para o Guarani de Campinas. Defendeu ainda camisas como a do Atlhetico-PR e do São Bento, mas, foi antes, no São Paulo, onde viveu a grande fase da carreira. Babá é o 20º maior artilheiro da história do Tricolor, com 94 gols em 211 partidas. Ganhou o Paulistão de 1970 pelo Tricolor. Dois anos antes, em 1968, foi convocado pela Seleção Brasileira e marcou um dos gols no empate em 3 a 3 com a Iugoslávia, no Maracanã. “Vesti uma camisa da Seleção. Isto está na história, o nome está na história”, destacou.

Em 1975, já consagrado, integrou o elenco do Atlético que faturou a Série Petronilho de Brito. “Eu era um pouco mais veterano, mas dei minha contribuição. Joguei na meia-esquerda, era só jogar a bola para mim que ela chegava redondinha (risos). O time era muito bom, com jogadores de qualidade”, recordou.

Em 1981, foi o técnico do time que faturou o seu grupo e ainda bateu o Mogi Mirim na final, em um jogo-extra realizado em Limeira. Na cidade, também foi secretário de esportes e vereador. A grande marca, porém, é a de ter sido um dos maiores jogadores que já vestiram a camisa do Mandi e que já nasceram em Mogi Guaçu. Um mérito que não sai da boca do ex-jogador, mas que são comprovados pelo currículo e pelos números, sobretudo no São Paulo.

Em 40 temporadas de futebol profissional, é óbvio que a lista de craques é enorme e não caberia nesta edição. Entre os torcedores, há a geração que destaca Nelsinho e Zé Márcio. Moacir Guaçu era um trator, artilheiro nato. Saltorão também de grande estirpe, bem como Du, Henrique Stort e Toninho Bellini. Miguelito também é tratado como um dos gênios que envergaram a caisa guaçuana.

E quem não se lembra do lendário goleiro Zé Muié, um dos atletas que por mais tempo vestiu a camisa verde e branca? Nos anos 80 e 90, desfilaram talento figuras como Bilão e Cardoso. O goleiro Garcia e o volante Silvinho estão entre os mitos do time de 1992. Nesta década, o goleiro Victor foi um dos que brilharam no Mandi, assim como Billy, grande matador.

Uma relação complica de fazer, porque a injustiça ao citar qualquer nome acontecerá, pela ausência de outros. Fato é que a torcida guarda com carinho a história daqueles que os representaram dentro de campo. E aguarda com ansiedade que novos ídolos tenham a trajetória construída em um renovado Atlético Guaçuano.