Coluna da Carol: Você está preparado para envelhecer?

A população idosa mundial está aumentando e isso traz preocupações com as questões de saúde e qualidade de vida desses indivíduos. E é de conhecimento público que a obesidade também é um problema de saúde que merece atenção nos dias atuais, sendo que a OMS (Organização Mundial da Saúde) alerta que um em cada oito adultos em todo o planeta é obeso. A projeção é de que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de indivíduos estejam com excesso de peso, sendo mais de 700 milhões com obesidade (dados da ABESO – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica).

Considerando estas informações, quais são os riscos de perda de mobilidade quando juntamos o excesso de peso/obesidade a um estilo de vida sedentário na vida dos idosos?

Neste quadro nos deparamos com milhões de pessoas com 65 anos ou mais apresentando dificuldade em andar, uma deficiência que os coloca em alto risco de quedas e perda de independência. Desta forma, mesmo para pessoas idosas saudáveis, a prevenção da obesidade e um estilo de vida ativo são essenciais para manter a saúde e a função com o tempo.

Os pesquisadores também apontam que pessoas idosas que são obesas e menos ativas fisicamente tem um risco maior de desenvolver incapacidade de andar; o risco de desenvolver essa incapacidade tem relação direta com o aumento do peso em todos os níveis de atividade física, independente do sexo; pessoas que estão com peso normal, mas fisicamente inativas, também apresentam risco de desenvolver uma dificuldade de andar, sugerindo a importância de um estilo de vida ativo em todo o espectro de peso corporal. Os pesquisadores observaram também que mulheres idosas apresentam uma maior carga de incapacidade de andar em comparação aos homens.

Observando essas informações, chegamos à conclusão que para evitar a perda de mobilidade em idades mais avançadas é necessário mover-se mais, ficando menos tempo sentados.

O Relatório Científico das Diretrizes de Atividade Física de 2018 indica que mesmo idosos com excesso de peso ou obesidade podem melhorar sua função física, atingindo os padrões mínimos de atividade física estabelecidos em 150 minutos por semana de exercício de intensidade moderada. Assim, o aumento da atividade física (especialmente o treinamento de força) pode ser especialmente importante para mulheres mais velhas.