Índio: uma verdade fábrica de talentos

Álvaro da Silva Domingues é uma destas lendas vivas do esporte amador regional. Nasceu no dia 24 de agosto de 1948 no bairro Mato Seco, em Mogi Guaçu, mas foi registrado em Aguaí. Aos 12 anos, perdeu o pai e viu a rotina de menino ser transformada. Desde cedo trabalhou demais, sobretudo, debaixo do sol forte. A pele queimada e o cabelo liso lhe renderam o apelido pelo qual o futebol o consagrou: Índio.

Responsável pela formação de 46 atletas que atingiram a carreira profissional, de centenas de jogadores do Amador e de milhares de cidadãos. Índio fala com orgulho dos 40 anos de carreira na formação. Recorda também da época de jogador amador, quando defendeu clubes como o Vermelhinho da Vila São Carlos, clube que ele diz ter tido a maior torcida de Mogi Guaçu em todos os tempos. Vestiu também as camisas de equipes como Comercial, Taguaçu, Chiarelli e Paulista.

“Eu era um ponta muito rápido, que cruzava muito bem. Consagrei muitos artilheiros”, brinca o agora professor. Em 1977, iniciou se tornou uma fábrica de talentos. A carreira teve início na Chiarelli e, em 1979, iniciou o trabalho junto à Prefeitura. Em 1980, levou a cidade ao vice-campeonato dos Jogos Regionais e o trabalhou prosseguiu até 2017, quando passou a atuar mais nos bastidores do futebol amador.

Entre os milhares de nomes que foram orientados por Índio, o que ganhou a maior projeção foi o ex-lateral Vitor, brasileiro com o maior número de títulos da Copa Libertadores (quatro). Mas, há muito mais. Luisinho (ex-Santos), Vitor Humeni (ex-Mogi Mirim e hoje no Gama-DF), os irmãos Eli (hoje no futebol indiano), Bruno e Rodrigo Sabiá (ambos no Capivariano-SP) e Tales Cunha (ex-Internacional-RS e hoje no Veranópolis-RS) são alguns dos exemplos.

Na atualidade, o  antigo pupilo de Índio com maior visibilidade é Diego Pituca, que chegou a defender Atlético Guaçuano e Esportiva Itapirense e hoje é titular absoluto no Santos de Jorge Sampaoli. E na mesma proporção em que se orgulha de ver seus ex-atletas brilharam nos campos, Índio fica feliz em vê-los formados como bons cidadãos. “A satisfação de ver o Vitor, por exemplo, ganhar todas aquelas copas, eu tenho de ver meninos que depois viraram advogados, médicos, vereadores”, celebra o profissional.

Hoje, além de atuar ao lado do colega Celso Ribeiro, na Secretaria de Esportes e Turismo (SET) na organização dos campeonatos de futebol amador, Índio também é responsável por ministrar treinos para homens de 40 a 60 anos em projeto da Prefeitura. As atividades acontecem às quartas e sextas, a partir das 14h00, no campo do Progresso. “Tenho 91 atletas nesta equipe master. Muitos deles, chegaram com problemas de colesterol alto, triglicéris e hoje estão curados”, comemora o homem que não para de ajudar a comunidade guaçuana através do esporte. Índio é uma lenda.

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