Pesquisa: As 40 temporadas profissionais do Mandi

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O GRANDE JOGADA concluiu nesta semana um levantamento histórico sobre as partidas profissionais do Atlético Guaçuano. Uma listagem trabalhosa, que conta com registros oficiais da Federação Paulista de Futebol e da Rec.Sport.Soccer Statistics Foundation, além de pesquisas em jornais locais e do acervo da Biblioteca Nacional. Importante ressaltar que trabalho semelhante foi realizado, em paralelo, pelo representante comercial Samir Gimenes, que administra a página ‘Torcedores do Mandi’ no Facebook. Um trabalho que em breve será publicado e que terá os dados conflitados com o material do GRANDE JOGADA.

Um trabalho que ressaltamos ter apenas um cunho. Garantir que o passado glorioso do Mandi possa ser a chave para um futuro ativo, bem diferente do presente nebuloso que teima em não passar. Através do garimpo de semanas, chegamos à lista de partidas que o Mandi já realizou em sua história. Uma relação que conta com apenas partidas oficiais e que começou em 1974. Importante destacar que, esta primeira temporada é controversa. Há quem crave em Mogi Guaçu que o Grêmio Guaçuano foi quem jogou aquele Paulista. Há quem diga que não era um torneio profissional.

Certo é que, baseado nos jornais locais da época e na documentação oficial da Federação Paulista, podemos cravar que o Atlético jogou sim o torneio profissional de 1974 e que aquele ano deve ser contado como o primeiro de sua história no estadual da FPF. Ao final da pesquisa, com ao menos três revisões, chegamos ao resultado final e o número foi extremamente curioso. O Mandi conta com 999 partidas oficiais em sua trajetória. Exatamente pelo número simbólico de 1.000 jogos estar tão próximo, resolvemos refazer a contagem várias vezes.


A lista com 999 partidas poderia ser alterada para 1.001 caso dois jogos cancelados (contra Vocem e Montenegro) pela Federação Paulista fossem contabilizados. Para ter uma aplicação mais precisa, consultamos o historiador Michael Serra, um dos responsáveis pela coleta de dados do São Paulo FC e pelo projeto Cinturão da Bola, que elencou os confrontos ao estilo boxe (em que há a defesa de cinturão) desde 1902.

Serra explicou que, quantos a jogos anulados, o São Paulo e outros clubes consideram estas partidas na relação oficial, mas, sem valer para a competição original. “Passam a possuir o mesmo status de um amistoso. No SPFC registramos elas com o nome do Campeonato seguido de (anulado). Assim, elas não contam para as estatísticas da competição e não ficam registradas como “amistoso”, até porque também não foram amistosos. Tem só o mesmo peso de amistoso”, explicou ao GRANDE JOGADA.

Ou seja, se estas partidas forem consideradas com o mesmo peso de amistosos, a listagem será muito maior e deverá começar a partir de 1929, ano de fundação do clube. Seguindo a linha de trabalho dos historiadores da maior parte dos clubes do país, o GRANDE JOGADA não adicionou estas duas partidas à contagem de jogos oficiais e o número está estagnado, assim, em 999 jogos desde 2014.

O último duelo ocorreu em 13 de abril de 2014, quando o clube perdeu por 3 a 0 para o Independente de Limeira. Foram 40 temporadas com disputas entre o segundo e o sexto degrau do Campeonato Paulista. Em 2012, além do estadual, o clube também disputou a Copa Paulista. Se no Paulista são 987 partidas, no geral, o Mandi está, há cinco anos, a um jogo do seu milésimo duelo profissional. O time que mais vezes enfrentou o Guaçuano foi o Independente de Limeira, com 28 jogos no total.

O Velo Clube e o Rio Claro, por coincidência da mesma cidade, estão na sequência do ranking, com 27 e 26 jogos, respectivamente. Lemense e Radium, que estão com as atividades paralisadas, também jogaram 26 vezes contra o Mandi. Entre os rivais da região, o Mogi Mirim EC foi o adversário mais recorrente, com 23 partidas. Já o inativo Itapira Atlético Clube duelou com o Mandi 21 vezes. De Itapira, também surgiram outros dois rivais. A Esportiva Itapirense duelou com o Atlético seis vezes, sendo a última em 2013, no empate sem gols em partida realizada no Camacho. Já o Santa Bárbara foi adversário no estadual de 1977.

Pela contagem registrada neste material, o milésimo gol foi anotado no dia 8 de junho de 2008, pelo volante Roberto. Filho do técnico Roberto Fonseca, o jogador marcou o terceiro gol na vitória por 3 a 1 sobre o Boa Vista, pela Segunda Divisão do Paulista. No total, 1.244 gols foram marcados pelo Mandi, que sofreu outros 1.345. Com 350 vitórias, 251 empates e 398 derrotas, o Atlético registrou a sua vitória com a maior vantagem de gols no dia 30 de outubro de 1988, quando o clube bateu o Velo Clube por 9 a 1. Já a derrota mais ampla foi em 1983, quando o Mandi perdeu por 7 a 1 para o Rio Branco. Entre o final de 1986 e a temporada toda de 1987, o Atlético ficou 27 partidas seguidas sem vencer, a pior série de sua história. Em 1987, aliás, o clube teve seu único ano sem vitórias. Na época, disputou o Torneio Seletivo para a Divisão Especial e a repescagem para o mesmo torneio. Já a maior sequência sem perder ocorreu em 1996, quando ficou 15 jogos invicto. Neste período, emendou seis vitórias seguidas, sua maior marca em 40 anos de campeonatos profissionais.

AS ESTATÍSTICAS DO MANDI ANO A ANO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


TODOS OS ADVERSÁRIOS DO ATLÉTICO GUAÇUANO

Post Author: Lucas Valério

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