O ano mais importante da história do Mogi

O Mogi Mirim Esporte Clube está há 1.340 dias trabalhando com um acidente chamado Luiz Henrique de Oliveira. Já se tornou repetitivo afirmar que o carioca, radicado em Guarulhos, está entre os piores presidentes de um clube de futebol do Brasil na história. Assumiu o Sapão na Série B do Brasileiro em 2015 e deixou o clube sem divisões nacionais ao menos até 2022. Pegou o time do Interior com mais participações na Série A1 entre 1985 e 2016 e fez o time ausente em uma temporada profissional desde 1977.

Isso já é sempre o bastante para que Oliveira jamais tenha seu rosto na galeria de presidentes da história do clube. O processo de destruição conta ainda com a falta de pagamento de salários, que gerou uma enorme conta trabalhista. Fosse o Brasil um país sério, este montante deveria ser debitado da conta do CPF de quem comanda o clube e não da instituição que se torna refém de péssimos gestores. Oxalá, um dia, isto mude. No momento, é o Sapão quem deve e não apenas para ex-funcionários. Com Oliveira, se tornou comum a falta de pagamento de água e luz. O estádio foi abandonado e a instituição, com a ausência em 2019 dos campeonatos, aparenta estar prontinha para chegar ao fim.

Um roteiro que parece ser a única saída para quem tiver interesse em ganhar alguma coisa com a área em que está o estádio Vail Chaves. Afinal, a Lei de 1947, que oficializou a doação do terreno ao Mogi Mirim é clara e diz que, a área só retornará ao Estado se a finalidade acabar. E, com uma canetada, Oliveira pode tornar o que parecia impossível uma realidade. Pelo estatuto, basta uma assembleia, em que 3/4 dos presentes votem pela dissolução e o clube nascido em 1903 e reorganizado em 1932 acaba. Uma saída que já foi defendida, imaginem por quem?

Ah, e, se o Mogi Mirim acabar, o valiosíssimo terreno volta para o Estado, podendo ser transferida para a Prefeitura ou vendida para a iniciativa privada. As alternativas são inúmeras. E se muitos não conseguem imaginar como alguns ganhariam com isso, basta lembrar que estamos no Brasil, um país em que a política e o partidarismo enriqueceu tantos e tantos.

Para que a morte deste senhor de quase 116 anos, que atende por Mogi Mirim Esporte Clube, não seja consumada, a primeira esperança está na Justiça e em uma consequente reconstrução que precisa ter, obrigatoriamente, as mãos de mogimirianos íntegros e apaixonados pela instituição. Caso a decisão do processo que pede a destituição de Oliveira seja favorável ao dirigente, a esperança é que, em novembro, ano de eleição no clube, o comando seja mudado.

Ainda neste cenário, é preciso orar para que o clube não seja dissolvido até lá. Se em 1970, 1981, 1985, 1992, 1993, 2008, 2012 ou 2014 tivemos decisões históricas em campo, 2019 é o ano mais importante da história do Sapão pelo que acontece fora dele. É o ano da salvação e da reconstrução!

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