Filipe Manara: o retorno de um campeão

Luiz Filipe Guarnieri Manara já esteve no maior evento esportivo do planeta. Em 2016, foi um dos integrantes da delegação brasileira nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Chegou ao evento credenciado pelos títulos individuais e por equipe nos Jogos Parapanamericanos de 2015, em Toronto, no Canadá. Após ficar perto da classificação para as quartas de final no Rio, Manara tem um ciclo para Tóquio muito mais complicado.

Chegou a pensar em abandonar a carreira e ficou mais de um ano parado. Entre os vários motivos, o corte do Governo Federal, com o ex-presidente Michel Temer, que, em 2018, por exemplo, chegou a cravar o pagamento de apenas quatro dos 12 meses de bolsa atleta para os competidores brasileiros. Hoje, Manara tem esperanças de dias melhores. Não apenas de receber o que ainda é de seu direito, mas, de ver um incentivo maior ao esporte em todo o país.

“O esporte não é só entretenimento. Concordo que, para quem vai assistir, vai torcer ali. Mas, (o esporte) movimenta muita gente. Uma gama de profissionais que vivem disso, como qualquer outra profissão”, frisou o mesatenista. No seu retorno, Manara disputou torneios em Chapecó (SC) e em Concórdia (SC), sem ouros. Já na Copa Tango, na Argentina, torneio que sempre se deu bem, veio o título. Da conquista no final de novembro, a motivação para conquistar, no dia 10 de dezembro, na seletiva para o Parapan, uma vaga para a competição que, neste ano, será em Lima, no Peru, entre os dias 22 de agosto e 1º de setembro.

Campeão do Parapan de 2015, ele chega com a meta de vencer mais uma vez a competição e se estabelecer como o melhor das Américas na sua categoria, a Classe 8. “O que eu já considero um feito muito bacana. Vou também para tentar alcançar um nível melhor do que de 2016, com a cabeça melhor para jogar uma Paralímpiada. Esta vivência pode fazer a diferença”, enfatizou.

Na luta por uma vaga em Tóquio, Manara reconhece o desejo de buscar uma medalha paralímpica. Mas, sabe que o nível mundial em sua categoria é altíssimo. “Na maioria das categorias, digo que há oito ou 10 de nível muito bom. Na minha, certamente, têm entre 20 e 30”, destacou. Com uma participação no currículo, o mogimiriano se considera um realista ao extremo ao não nutrir a obstinação de ganhar uma medalha paralímpica. Ainda assim, reconhece que, mesmo com tantos competidores acima da média, é possível chegar lá. “Claro que eu gostaria e até é possível, se estiver em um dia brilhante”. O primeiro passo para superar o impossível é repetir o título no Parapan e, depois, deixar que os treinos e a vibração da torcida seja o empurrão para alcançar o que nem Manara espera. Uma inédita medalha paralímpica para a região.

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