Membros do GAM assumem a diretoria do Mandi

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Após pouco mais de dois anos, o Clube Atlético Guaçuano volta a ter uma diretoria registrada. José Antônio Mallis, o Turco, é o novo presidente do Mandi, que constituiu seu novo quadro administrativo em Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 28 de dezembro de 2018. Após passar por diversos passos burocráticos, a ata da assembleia foi registrada no final de fevereiro no Cartório de Registro de Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica de Mogi Guaçu. Já na terça-feira, dia 12 de março, a Federação Paulista de Futebol reconheceu a nova diretoria, incluindo, em seu site oficial, a inscrição de Mallis como o presidente do clube verde e branco.

O GRANDE JOGADA teve então acesso à ata da assembleia, que, assim como outros documentos, é de domínio público e está registrada no Cartório local. Mallis se torna assim o 19º presidente da história do clube. O primeiro foi o português Alexandre Augusto Camacho. E falar do último nome dá a conexão para explicar um dos pontos chaves para o processo de constituição da nova diretoria.

Israel Lanza foi o último presidente do clube. Seu mandato terminou no dia 30 de novembro de 2016, quando preencheu a vaga deixada pelo advogado Paulo César Sabino, que cumpriria o mandato até a citada data e renunciou ao cargo que ocupava desde 2012. Como já adiantou o GRANDE JOGADA na edição de fevereiro, desde 2016, nenhuma ata de assembleia tratando de uma nova diretoria foi registrada no Cartório local.

Segundo os dados da documentação, no dia 22 de novembro, foi fixada na sede do clube, edital de convocação de Assembleia Geral Extraordinária, agendada para o dia 28 de dezembro de 2018. O encontro ocorreu na sede do clube, no Loteamento Imóvel Nova Pedregulhal. Na ordem do dia, diversos assuntos pertinentes à agremiação e a eleição da diretoria executiva e dos conselhos.

A ASSEMBLEIA

A assembleia foi convocada pelo corretor de imóveis Jonas Paulo Monezi Gama Soares, último presidente do Conselho Deliberativo do Mandi. De acordo com a ata, houve amparo no artigo 20 do estatuto social do clube, que trata sobre impedimento ou vacância por parte dos membros da diretoria executiva. Realizada em segunda chamada, a assembleia foi secretariada pelo professor Rivelino Charton Salvi, membro do último Conselho Deliberativo. No total, 18 pessoas participaram da reunião.

Baseados no artigo 16 do estatuto, que determina que “qualquer cidadão em pleno gozo de seus direitos civis e que não tiver sentença penal transitada em julgado poderá ocupar os cargos na diretoria e conselho deliberativo”, foi dado prosseguimento ao encontro, com o convite para a formação de chapas para a diretoria executiva e eleição de ao menos 11 membros para o Conselho Deliberativo, para uma nova gestão de quatro anos, até 30 de novembro de 2022.

Foi formada uma chapa única. Soares e Salvi, membros do CD entre 2012 e 2016, formalizaram o convite para que algumas pessoas, todas residentes em Mogi Guaçu, integrassem o quadro de associados. Procedimento concluído, houve a eleição que, por aclamação, conduziu o gerente de projetos José Antônio Mallis à condição presidente.

O PRESIDENTE

Residente no bairro Jardim Ipê V, em Mogi Guaçu, José Antônio Mallis nasceu em 30 de abril de 1961. Conhecido pelo apelido de Turco, é filho de Egídio Mallis e de Dulcilia Preto de Oliveira Mallis. O novo presidente do Mandi estudou na turma de 1980 da FEG (Fundação Educacional Guaçuana) e é gerente de projetos na empresa ASW Brasil, situada no Distrito Industrial Getúlio Vargas II, em Mogi Guaçu.

A diretoria executiva ainda é composta pelo empresário Vinicius Augusto Lopes, que ocupará a vice-presidência; pelo engenheiro de projetos, Daniel Ricardo da Silva, secretário; e pelo empresário Marcelo Aparecido Guilherme, tesoureiro. O professor Rivelino Salvi assumiu a presidência do Conselho Deliberativo. O novo CD contará ainda com outros 12 membros:

Arnaldo Suzigan Neto (engenheiro mecânico), Carlos Henrique Peligrini (gerente comercial), César Augusto Xavier (representante comercial), Fábio Endrigo Delfino (gerente de marketing), Fernando Eduardo Fernandes Lima (engenheiro civil), Geraldo José Domingues (analista de sistemas), Guilherme Dalle Vedove Barbosa (médico), Jonas Paulo Monezi Gama Soares (corretor de imóveis), Luís Carlos Mariano (comerciante), Marco Antônio dos Reis (empresário), Ruberlene Aureliano Firmo (administrador de empresas), Samir Emanuel Gimenes (representante comercial) e Wagner Luís Lino (gerente comercial). Domingues, Suzigan Neto e Fernandes Lima ainda foram nomeados para o Conselho Fiscal.

A documentação foi apresentada ao cartório no dia 24 de janeiro, com a solicitação de registro da ata da assembleia do dia 28 de dezembro. A entrada no protocolo final ocorreu no dia 25 de fevereiro e, no dia 26, por coincidência, aniversário de 90 anos de fundação do Mandi, a documentação devidamente registrada foi devolvida à nova diretoria.

Logo após o registro, foi dada entrada no processo junto à Federação Paulista, que exigiu inúmeros documentos. Após apreciar a documentação, a entidade reconheceu a posse da nova diretoria, alterando os dados da página do clube em seu site, passando a expor José Antônio Mallis como presidente do Atlético.

PELA FRENTE

A nova diretoria do Atlético Guaçuano é toda composta por cidadãos residentes em Mogi Guaçu. A reportagem procurou alguns integrantes, que confirmaram a composição da diretoria. O discurso é de que, assim como ocorre desde a formação do GAM (Grupo de Apoio ao Mandi), as decisões e execuções sejam coletivas, em uma espécie de colegiado, mesmo com o respeito à hierarquia exigida pelo estatuto social.

Até por este ‘modus operandi’, a ideia é de que as primeiras declarações públicas sejam realizadas após um encontro que definirá os próximos passos após a recente oficialização da diretoria. De toda forma, é certo que o grupo irá, em primeiro lugar, levantar a situação real do clube em termos financeiros, como as pendências trabalhistas e tributárias, as dívidas com a Federação Paulista de Futebol e iniciar conversar com a Prefeitura e Câmara Municipal no sentido de tornar viável a liberação do estádio Alexandre Augusto Camacho, interditado desde 2012.

Vale ressaltar que, no dia 28 de fevereiro, a Prefeitura anunciou que as obras de construção e ampliação de arquibancadas no estádio terão início neste mês de março. A responsabilidade é da SOV (Secretaria de Obras e Viação), que está, segundo a Prefeitura, em vias de emitir a Ordem de Serviço para a construtora DJR, que venceu a licitação em dezembro, iniciar os trabalhos no estádio.

Em janeiro, a SOV encaminhou o processo para a Caixa, que deu o aval para a emissão da O.S neste mês. O projeto prevê a construção de um novo bloco de arquibancada na frente dos vestiários, atrás do gol, em lugar da antiga arquibancada metálica, que será removida, e a ampliação da arquibancada principal, no lado direito. A administração municipal ainda ressaltou que o valor do contrato é de R$ 403.966,37, somados R$ 330.791,33 de convênio com o Ministério do Esporte e R$ 54.692,81 de contrapartida mínima do Município. A diferença corresponde a recursos próprios da Prefeitura. O prazo para conclusão da obra é de seis meses, contados da data de emissão da Ordem de Serviço.

TODOS OS PRESIDENTES DA HISTÓRIA DO CLUBE ATLÉTICO GUAÇUANO

1929 – 1951
Alexandre Augusto Camacho

1951 – 1958
Euro Albino de Souza

1974
Reinaldo Lucon (Nardinho)

1975
Luiz Roberto Martini

1976
Roberto Carlos Bataglini (Zito)

1977 – 1978
Dr. Dino Miachon

1979
Joaquim de Arruda

1980
Dr. Rafael de Souza

1981
Admir Falsetti (Bibi)

1982 – 1983
João Batista Lucas

1984 – 1986
Álvaro Nunes Barrio

1987
Bibiano Francisco Eloy

1988
Admir Falsetti (Bibi)

1989 – 1995
Sebastião Queiroz

1995 – 2007
Admir Falsetti (Bibi)

2008
Rodrigo Bueno

2009
Carlos Alberto Ferreira de Araújo (Mosca)

2010 – 2011
José Máximo Filho

2012 – 2015
Paulo César Sabino

2015 – 2016
Israel Lanza

2017 – 2018
Sem presidente

2019 –
José Antônio Mallis

Post Author: Lucas Valério

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