O extra-campo é a pauta do Mogi Mirim EC

O torcedor do Mogi Mirim Esporte Clube aguarda ansiosamente pela decisão da Justiça local em relação ao processo que pede a destituição do presidente Luiz Henrique de Oliveira e demais membros da diretoria. A juíza da 4ª Vara, Maria Raquel Campos Pinto Tilkian Neves, informou, após audiência realizada no começo de fevereiro, que irá proclamar a decisão em breve. Enquanto isso, se sem futebol profissional em 2019, o clube se movimenta em outras frentes.

Uma nota oficial foi publicada pelas empresas que administram o clube atualmente. Em conjunto, a JWinners, do lutador de MMA, Jaime Marcelo, que, há dois meses, integra o grupo de gestão e AD Sports, dos empresários André Ko e Denis Ahn, que está no Mogi Mirim desde o ano passado, tratou de vários assuntos.

De acordo com a nota, no dia 8 de março, foi concluído o laudo técnico feito por uma empresa de engenharia cadastrada na Prefeitura de Mogi Mirim com o objetivo de obtenção do alvará para liberação de atividades no estádio Vail Chaves. O local está interditado desde o final de fevereiro, quando a Prefeitura, inclusive, emitiu nota oficial comunicando a falta de alvará e do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

“Na atual circunstância, a presença de jogadores no alojamento, sem a apresentação dos laudos necessários, poderia resultar em risco aos atletas”, afirmou a administração através da nota, na ocasião. O Mogi garantiu que aguarda apenas os procedimentos finais para enviar a documentação à Prefeitura e ter a liberação concedida.

Em contato com o GRANDE JOGADA, André garantiu que o objetivo é buscar alvarás para, inclusive, liberar o estádio para jogos oficiais e com presença de público, o que não ocorre desde 2017. A gestão insiste que pretende colocar o clube em competições ainda nesta temporada. A participação no Paulista Sub20 é uma das metas.

O grupo ainda destacou que, imediatamente após liberação do alvará por parte da Prefeitura Municipal, o clube vai oferecer à população local, atendimento gratuito de fisioterapia. A ideia é usar o departamento da área para que, ao menos uma vez por semana, munícipes, que necessitem de tratamento, utilizem o clube. “É uma forma de abrir o clube para a sociedade, algo bem diferente do que acontecia antes, quando o Mogi parecia uma sociedade secreta”.

SEM CONVERSA

Ainda foi colocada em discussão pelas empresas gestoras do Sapão a situação administrativa. Mesmo apenas terceirizadas em meio a um clube que vive um embate pelo comando, a JWinners e a AD Sports comunicaram que, em relação às divergências entre “sócios e respectivas chapas”, não mantêm atualmente qualquer linha de diálogo com o presidente afastado Luiz Henrique.

“Não o reconhecemos mais como mandatário do clube. Além de estarmos buscando providências jurídicas e criminais, diante da evidência de inúmeros atos à margem da lei, cometidos pelo mesmo”. O grupo ainda entrou no debate sobre os centros de treinamento do clube, mais claramente, sobre o localizado em Mogi Guaçu.

“Não vamos assistir de maneira passiva a deterioração do centro de treinamento situado em Mogi Guaçu. Por isso, estaremos, a partir da segunda-feira (passada, dia 11), procedendo de maneira efetiva, com a manutenção das instalações, bem como a efetiva utilização por parte das categorias de base”.

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