Patryck Lanza: um mogimiriano na Amarelinha!

Entre os dias 22 e 30 de março, o Patryck Lanza dos Reis carregou o sangue mogimiriano em defesa da pátria. Com 16 anos recém-completados, o lateral-esquerdo do São Paulo representou a Seleção Brasileira no Campeonato Sulamericano Sub17. Foi, assim, o primeiro mogimiriano a defender a ‘Amarelinha’ em competições oficiais. O atleta atuou em quatro partidas, foi titular em todas e marcou um gol olímpico que rodou o mundo na vitória por 3 a 2 sobre a Colômbia. O primeiro gol olímpico do Brasil em partidas oficiais. Um golaço que voltaremos a falar ao final da matéria. A campanha no Peru terminou de forma precoce com a derrota do Brasil para a Argentina.

Após retornar ao país, passou rapidamente pela casa da família, no bairro Santa Cruz, recebeu a reportagem do GRANDE JOGADA e já foi chamado a reintegrar o elenco sub17 do São Paulo Futebol Clube. No ano passado, Patryck foi relacionado para 27 partidas no Paulista Sub15 e marcou quatro gols. Agora, sonha em trilhar o mesmo caminho de outras crias do CFA (Centro de Formação de Atletas) do Tricolor em Cotia (SP), como Casemiro, Lucas, David Neres e Antony. Na infância, porém, Neymar foi a primeira referência. Isso, claro, entre as estrelas. Porque a família sempre foi ligada ao futebol. “Comecei a jogar futebol com o meu tio, no campinho da empresa do meu pai. O meu tio Israel (Lanza) que me deu os primeiros toques”, recorda.

A família ainda conta com Flávio Lanza, zagueiro de destaque no futebol amador. O pai, Luiz Carlos dos Reis também sempre esteve no meio, sendo dirigente, por exemplo, do Art-Base.  Com tantos incentivos, Patryck começou a jogar futebol aos sete anos, na Unidade de Mogi Mirim da Escola Oficial do São Paulo. “Eu era 2003 no meio dos 2001 e não tinha muita chance. Lembro que não quis parar de treinar”. Dois anos depois, o destino recolou o futebol em seu caminho. Já destaque no sub9, fez o primeiro teste no São Paulo e começou a ser monitorado pelo departamento amador do Tricolor.

Meia na Escolinha, se destacou com títulos e feitos individuais. Em 2014, em parceria com a unidade, integrou o elenco sub11 do Atlético Guaçuano e disputou o estadual da categoria. Depois, em 2016, estreou pelo São Paulo no sub13. “No ano seguinte fui chamado para Cotia e passei a ficar alojado lá”, recorda. Já no São Paulo, foi recuado para a lateral. Uma prova de que um passo para trás nem sempre é um recuo de verdade. Hoje, é um entre as centenas de atletas que usufruem de uma das estruturas mais modernas do futebol brasileiro. “O São Paulo paga para todos nós uma escola particular, que fica fora do clube, além de todas as outras condições, que são espetaculares”.

Neste ano, o foco é seguir em destaque no Tricolor e ser chamado novamente pela Seleção, desta vez, para o Mundial Sub17, que acontecerá no Brasil, em outubro. Seguindo a linha de sonhar um sonho de cada vez. “Fui chamado pela primeira vez pela Seleção em novembro do ano passado e era para o sub15 na verdade. Iríamos jogar um quadrangular com Inglaterra, Espanha e França, em fevereiro. Porém, antes mesmo do quadrangular, na avaliação, o professor me chamou e falou para eu estar preparado, que eu poderia ser chamado para o sub17. Que seria em um ano ruim, pois completei 16 só este ano, mas que eu deveria estar preparado”.

Em fevereiro, foi convocado com outros 34 jogadores para a fase de preparação e, no dia 1º de março, teve o nome confirmado na lista de 23 atletas. Titular em todos os jogos, lamentou a eliminação precoce, mas teve o gol olímpico com a Colômbia viralizado mundo afora. E garante. Não foi sem querer. “Na preleção o professor me chamou e disse que o goleiro deles ficava adiantado nos escanteios. A gente treina esta batida rápida no primeiro pau e, como não dava para fazer outra jogada ensaiada, porque a defesa deles estava armado, arrisquei a batida fechada e deu certo”, celebra o lateral-esquerdo. Com o sonho de um dia brilhar no profissional do São Paulo e, no futuro, de atuar em algum clube espanhol ou inglês, o mogimiriano garante que já se sente abençoado pelas oportunidades que a vida e o futebol lhe deram. “O importante é ser um bom cidadão. Aprendi isso desde cedo. Não sei o que o futuro me reserva, mas sei que vou lutar todos os dias para que o meu destino seja como jogador de futebol profissional”.

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