Mirlene entre as melhores no Giro de Umbria

Terceira colocada em uma das principais competições de corrida de rua da Europa. Esta foi a classificação final de Mirlene Picin no Giro Podistico Dell’Umbria a Tappe, na Itália. A mogimiriana competiu pela equipe da cidade de Assisi. Desde 2003, na primeira edição, a equipe de Assisi competiu em todos os anos. Porém, só havia conseguido colocar uma mulher no ‘Top 3’ apenas em 2011 e 2012, com a italiana Maria Cristina Daoli.

Desta vez, foi a brasileira que alcançou o pódio. Mika foi a terceira colocada com o tempo acumulado de 2 horas, 37 minutos e 22 segundos. A vencedora foi a italiana Cassandra Uliviere, com 2 horas, 26 minutos e 48 segundos. Federica Poesini, também da Itália, foi a segunda geral. No masculino, Mourad Haibel, do Marrocos, foi o vencedor, com o tempo de 2 horas, 3 minutos e 49 segundos.

Tradicional evento da região de Umbria, a 17ª edição do Giro reuniu 69 equipes e cerca de 400 corredores. O evento foi dividido em quatro etapas e em quatro diferentes cidades. No primeiro dia, 11 de abril, foram 10,5 quilômetros na cidade de Castel Ritaldi. No dia 12, foram mais 9,5 quilômetros em Begavna. No dia seguinte, os 5,2 quilômetros em Assisi foram com escalada cronometrada. Já a final, no domingo, dia 14, ocorreu em torno do Lago de Pietrafitta. A organização distribuiu 3.500 euros em premiação individual e por equipes.

De acordo com Mika, cada uma das etapas tem suas peculiaridades. “No Lago de Pietrafitta, a etapa mais plana em piso de cascalho. Em Castelo de Ritaldi, um misto de estrada de terra e asfalto, com uma subida de cinco quilômetros no meio do percurso. Em Bevagna, em piso de asfalto, com pouca variação de altimetria pelas ruas do centro histórico e em torno do rio que corta a cidade. Já em Assisi, a etapa mais diferenciada, sendo uma escalada de cinco quilômetros da base da cidade até Rocca Maggiore, percorrendo as vielas da cidade com passagem pela basílica de São Francisco e Igreja de Santa Chiara de Assisi”, destacou a atleta.

Segundo ela, esta etapa tem um formato diferenciado, com largada individual e diferença de 20 segundos entre cada atleta. A ordem de largada é formada pela posição que o atleta ocupa no giro, sendo que os detentores dos melhores tempos largam no final. A mogimiriana foi a terceira colocada no geral do “tour” após a soma do tempo das quatro etapas, acumulando três medalhas de bronze nas primeiras etapas e uma quarta colocação na etapa final.

“O formato do evento é muito legal e também muito desafiador e intenso. Correr quatro dias consecutivos em distâncias para especialistas em corridas de rua foi muito desgastante para mim. A única etapa que era a minha ‘praia’ era a escalada de Assisi, prova disso foi ser a etapa que eu me aproximei mais das duas primeiras colocadas, corredoras italianas muito fortes nos 10 quilômetros e meias maratonas”, frisou.

Para a final de domingo, Mirlene tinha uma vantagem de dois minutos e 20 segundos na frente da quarta colocada, que ameaçava a posição final do giro. Próximo, haviam mais três corredoras com diferença de segundos entre elas. “Como não poderia fazer nada em relação a primeira e segunda posição, a não ser que alguma das duas corredoras tivessem uma prova muito ruim, o foco foi controlar o tempo das que me ameaçavam, já que eu também não tinha energia para muita coisa mais. O esforço foi não deixar a corredora que me ameaçava abrir muito, seguindo ela sempre a 30 ou 40 metros de distância”, explicou Mika. No final, a concorrente fechou a prova 19 segundos na frente da mogimiriana, que manteve a vantagem na classificação geral.

“Para mim, o que me manteve muito focada e preparada para os quatro dias de eventos foram as experiências com as competições de ski cross country e biatlo, que seguem mais ou menos o mesmo formato. E eu já tinha uma ideia de como o meu corpo reagiria a sequencia de esforços. Em um único final de semana na neve, largo de duas ou três vezes, sem intervalo de descanso, em provas que variam de 7,5 quilômetros a 15 quilômetros, sempre muito intensas. Recuperar para o dia seguinte, não é tarefa muito fácil. Às vezes chegamos a realizar cinco provas em um prazo de seis dias, por exemplo, no Campeonato Sulamericano”, recordou.

PODIUM VERDE

Com os resultados das quatro etapas, três medalhas de bronze e um quarto lugar, foram somadas mais 55 mudas para o projeto de reflorestamento, que serão plantadas no final do ano de 2019. Até o momento, Mirlene competiu em oito eventos, somando 8 pódios e 135 mudas. 2019 é o ano da quinta edição do projeto de reflorestamento. Uma parceria entre a atleta e Ulisses Girardi, presidente da empresa de fertilizantes orgânicos Visafértil. Cada vez que a atleta sobe ao pódio, uma determinada quantia de árvores é plantada. As árvores são plantadas parte em Benedito Novo, Santa Catarina, e outra parte em Mogi Mirim, cidade natal da atleta e sede da empresa Visafértil. Mirlene é patrocinada pela Visaférti e pela AJP Motos

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