ASB aponta fim de parceria após mudança no Guaçuano

A mudança no comando administrativo do Atlético Guaçuano gerou uma dúvida em muitas pessoas. Como ficou a situação da parceria do clube com a ASB Sports Management? Em agosto do ano passado, a empresa, que tem ligação com a Spal, clube da primeira divisão do Campeonato Italiano, anunciou acordo com o Mandi. A situação foi fechada com Israel Lanza, que aparecia como o último presidente do clube alviverde.
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Porém, em março deste ano, foi efetivada a troca na direção do Guaçuano, com José Antônio Mallis, o Turco, assumindo a presidência, representando um grupo formado por integrantes do GAM (Grupo de Apoio ao Mandi). Nesta semana, o GRANDE JOGADA conversou com Leonardo Serrano, sócio-proprietário da empresa, que garantiu. Após a reviravolta, com a mudança na gestão, não há a mínima chance da ASB manter o acordo com o Mandi. Ele citou alguns problemas causados com a mudança na gestão e citou que seu sócio, Edno Mendes Ponto chegou a ir à República Tcheca, firmar uma parceria entre o Guaçuano e o clube local. Confira abaixo a entrevista com Serrano:

Gostaria de saber como está a situação da parceria com o Atlético Guaçuano. Principalmente agora, depois das mudanças na direção do clube.

Confesso que essa confusão política no clube me atrapalhou demais comercialmente. Eu havia feito contrato com clube de fora (FK Dukla Praha, da República Tcheca), parcerias comerciais com alguns investidores para a regiã. Quando isso aconteceu, me pegou de surpresa e atrapalhou demais. Os parceiros me perguntaram o que houve e tive que explicar tudo, me passando por amador, quando só estava tentando colaborar. Pegou muito mal, então mantenho a amizade com o Israel, que é um grande amigo, e serei mais um torcedor do Guaçuano. Para negócios, não tenho mais nenhum interesse. Tenho meus negócios e projetos aqui, e me concentrarei neles. Foi algo muito sério, planejado, houve investimento. Mas que infelizmente (para o modelo estatutário dos Clube aqui do Brasil), é impossível se fazer grandes parcerias. A área politica dos clubes derrubam a administrativa, técnica, etc… e por isso nosso futebol está na UTI.

Mas a mudança de comando impediu a continuidade? Chegaram a conversar com o pessoal que assumiu o clube?

Impediu com certeza, não os conheço. Não tenho nada contra, porque a inatividade do Clube levou a isso. Mas acredito que o futebol só se sustenta com um modelo de negócios bem específico, com especialistas da área desportiva. Mas torço para que façam um bom trabalho

Vocês já haviam firmado contrato com o Atlético então? Valia até quando? Foi rescindido ou perdeu validade?

Não. Havíamos elaborado um modelo, tudo levava a crer que em Fevereiro acontecesse. Ainda bem que não assinamos, imagine o problema que eu teria posteriormente.

Então, em resumo, é possível cravar que não há a menor chance da parceria entre a ASB e o Atlético Guaçuano ser oficializada? Nem que haja uma procura do atual grupo por vocês?

Sim, não há nenhuma probabilidade de acontecer. Para se fazer um projeto desse porte, precisa-se haver confiança, e isso é construído com o tempo. Tenho certeza que o pessoal que assumiu o clube sejam pessoas de bem e espero que possam fazer um bom trabalho. Mas, não os conheço pessoalmente, nem no meio desportivo.

Para fechar, fica algum tipo de decepção? Acredita que o clube e a cidade perdem com a não efetivação da parceria?

De maneira alguma Lucas. Essa interferência politica é um padrão do futebol brasileiro, que precisa de mudanças. Os profissionais do futebol necessitam de uma imersão de estudos dentro e fora do País para desenvolver bons projetos e mudar esse cenário. Se o clube e a cidade perdem, saberemos nos próximos anos. Mas torcemos pelo sucesso do Mandi e da diretoria que assumiu.

Edno (à direita), sócio de Leonardo na ASB, ao lado de dirigente de clube tcheco | Foto: Divulgação

Post Author: Lucas Valério