O respeitável handebol merece mais público

Não precisamos encarar o paradigma de ser ou não o país do futebol para colocarmos tantas e tantas modalidades em pauta. O esporte olímpico no Brasil vive de abnegados e, de forma geral, está longe de explorar todo o potencial que um país do nosso tamanho e tão apaixonados por esporte pode oferecer. Aqui na Baixa Mogiana, o handebol é um exemplo deste cenário.

O trabalho realizado nas três cidades impressiona. E não é de hoje. O momento atual, porém, merece mais atenção. Não basta eu dizer aqui que Mogi Mirim, através de parceria com o Clube Mogiano, está mais uma vez pronto para um Campeonato Brasileiro na categoria infantil feminino. E que defende o título conquistado no ano passado! Não basta eu dizer aqui que Itapira, dona de inúmeras taças desde 1990, é a atual campeã da Lhesp na adulto masculino e que, em 2019, mais uma vez a temporada dos caras é surreal. Não basta eu dizer aqui que Mogi Guaçu conta com projeto de duas secretarias (Esporte e Educação) e que, além de títulos, já garantiu atletas em competições internacionais.

As cidades que formam a Baixa Mogiana já contaram com figuras nas seleções nacionais, seja de base ou adulto e contam com treinadores respeitados no meio. Ainda assim, o respeitável público não é capaz de lotar os ginásios quando estas equipes defendem as bandeiras de suas respectivas cidades. E olha que a região tem recebido com frequência duelos importantes, com destaque para o Ceresc, em Mogi Guaçu, o Santo Breda, em Itapira e o Clube Mogiano, em Mogi Mirim.

Itapira conquistou o título da Lhesp na categoria adulto masculino em 2018 com 12 vitórias em 12 jogos
Handebol de Mogi Guaçu, com o trabalho da EMEF Maria Diva, tem se destacado na região e até fora do país

Seja lá qual for a sua praia, dê um crédito a uma modalidade que segue em franca ascensão. Não espere chegar o dia em que uma das cidades ofereça equipes de alto rendimento, com atuação em nível adulto e profissional. Este dia pode nem chegar. Leve o seu filho/filha para ver os jogos. Pesquise e explique a eles as façanhas de cada uma destas equipes e como elas, com suor e disposição, vêm fortalecendo o nome dos municípios da Baixa Mogiana dentro do mundo do handebol.

E como citado, não acredito que chegaremos ao sonho de ver uma equipe local em nível profissional. A distância financeira para este salto ainda é muito grande. Mas, dentro de suas limitações orçamentárias, as equipes são destaque nas competições que atuam. E não são torneios de baixo nível. Muito pelo contrário, senhores. O Recanto está em torneios da Federação e da Confederação Brasileira e Mogi Guaçu e Itapira vêm, há tempos, com brilho na Lhesp, uma das principais ligas estaduais do país.

Os feitos destes atletas e treinadores já são de alto nível e, para servir de exemplo para as crianças, precisam de maior exposição. E de um acompanhamento/torcida no mesmo patamar em que jogam. Não basta mais os fundamentais gritos de pais, amigos e parceiros. É preciso um abraço maior para um dos patrimônios com maior potencial de crescimento em nossa região. O handebol tem totais condições de ampliar a sua força como ferramenta de desenvolvimento social. E a sua presença em treinos e jogos é fundamental.

Lucas Luís Valério é jornalista, formado em 2009 pela Universidade Paulista. É sócio-proprietário do jornal GRANDE JOGADA e publica esta coluna todas as segundas, quintas e domingos

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