Mogi retorna e que jamais volte a se ausentar

Mogi Mirim jamais foi sede dos Jogos Regionais. Também nunca foi campeã, assim como gigante maioria das cidades que participam da competição. Nem por isso, pode ser tratada como um figurante. Muito pelo contrário. A tradição esportiva, com resultados em alto rendimento em diversas modalidades, além de uma formação de base respeitada, sempre manteve o município em um patamar de respeito.

Nos últimos anos, Mogi, porém, sofreu a pior derrota possível. Não foi capaz de ir aos Jogos. Os mandatários podem encher a caixa de e-mail de desculpas, mas, o fato é que não tiveram condições de colocar a cidade onde sempre deve estar. Em 2016, ainda com Gustavo Stupp e, em 2017 e 2018, já com Carlos Nelson Bueno de volta, Mogi Mirim ficou ausente da competição. Neste ano, o retorno.

A Secretaria de Esporte Juventude e Lazer (Sejel) anunciou a presença de 207 atletas em Americana, além de 21 membros da comissão técnica. Destas pessoas, apenas uma ocupa a função de atleta e treinador: Carlos Henrique Schiemann, do xadrez. Outros 15 estão inscritos em duas modalidades. No futebol sub20 e futsal sub20, ambos masculinos, nove jogadores foram convocados para as duas disputas. Há ainda dois atletas no vôlei masculino e vôlei de praia masculino, além de quatro nadadores que, além de estarem nas listas dos respectivos gêneros, nadarão nas provas mistas.

A delegação mogimiriana contará com atletas no atletismo livre (feminino e masculino), atletismo ACD livre, ciclismo (masculino), futebol sub20 (masculino), futsal sub20 (masculino), futsal (feminino), ginástica rítmica sub14 (feminino), handebol sub20 (feminino), handebol (masculino), natação (masculino e feminino), natação nado medley misto, tênis sub20 (feminino e masculino), tênis de mesa sub20 (masculino), vôlei de praia (masculino), vôlei até 20 anos (feminino), vôlei (masculino) e xadrez (masculino). A cidade conta com parceria com agremiações como o Clube Mogiano e a Academia Free Play, que competem durante o ano com a bandeira de Mogi Mirim e reforçam, mais uma vez, o quadro local nos Jogos Regionais.

Nas imagens abaixo estão a relação nominal de atletas e membros de comissões técnicas que foram convocados para representar Mogi Mirim em 2019. Há modalidades sem chaveamento pré-definido, como o atletismo e a natação. Outras, como futebol, futsal e handebol contam com grupos em uma primeira fase e são concluídas com partidas eliminatórias. E também existem modalidades com chaveamento único. As únicas modalidades que não aparecem na relação são as de disputas individuais, com duelos entre cidades e chaveamento pré-definido até o final. Os casos são do judô e do tênis de campo e a relação completa com todas as modalidades pode ser vista clicando aqui.

ALOJAMENTO
Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) professor Milton Santos
Rua Felício Zamperlin, nº 200 – Bairro Parque Dom Pedro II – Americana


Elevado à condição de município em 22 de outubro de 1769, Mogi Mirim é, em dados históricos, a mais antiga cidade da Baixa Mogiana. Apelidada de ‘Cidade Simpatia’, Mogi sempre se postou forte pela produção agrícola, sobretudo, de cítricos. No fim do século passado a industrialização cresceu de forma exponencial, alterando um pouco o perfil econômico.

O que jamais mudou foi a relação de amor da cidade com o esporte. Seja através do futebol, com reverência histórica ao Mogi Mirim Esporte Clube, ou com as demais modalidades. Em outubro de 1903, o MMEC foi fundado e não se resumia ao futebol. Contava com quadros de atletas no tênis e na bola ao cesto (basquete).

Na década de 1920, surgiu a Associação Mogyana de Esportes Athleticos (AMEA). Em 1929, foi fundada a Associação Esportiva Mogymiriana, que contou com Emygdio Brito Júnior como primeiro presidente e a promoção de modalidades como natação, tênis e atletismo. A agremiação chegou a sonhar alto, com a construção de um hipódromo, à época, tratado como único do gênero no estado de São Paulo e com terreno situado na avenida Jorge Tibiriçá, na região central.

O desenvolvimento esportivo cresceu em todas as áreas, com a presença de atletas da cidade em competições de alto rendimento da natação ao vôlei e do triatlo ao tênis de mesa. Apesar da deficiência de ginásios, com o Tucurão como única referência, a cidade possui tradição poliesportiva e retorna ao cenário dos Jogos Regionais após três anos de ausência.